1) Os Estados Unidos amargavam a depressão econômica, quando uma revista chegou às bancas para revolucionar de vez o universo das Histórias em Quadrinhos. A Action Comics #1 trazia não só a estréia do super-herói mais famoso de todos os tempos, como também o resgate da antiga idealização do herói mítico greco-romano, endeusificado na figura de colant e capa vermelha, como um verdadeiro "salvador da pátria" - o Super-Homem. Em 1938, Jerry Siegel e Joe Shuster resolveram criar um herói praticamente invencível e super-poderoso. Poucos sabem que Siegel e Shuster tinham planos mais escusos para o herói de capa vermelha (era para ele ser um vilão), mas a idéia foi descartada. Melhor para a América do Norte, que viu nascer o seu mais conhecido herói. Após a criação do "Super", outros mascarados entrariam em cena: Batman, em '39, na edição #27 da Detective Comics, por exemplo, também ganhou sua estréia, através de Kane e Finger, que dessa vez apresentavam um herói mais humano e sério. A enxurrada de heróis que viria a seguir classificaria a década de 1930 e '40 como a Era de Ouro das Histórias em Quadrinhos.
das HQs. O Código de Ética das Histórias em Quadrinhos foi criado para regular o conteúdo das HQs: quadrinhos exageradamente violentos começaram a preocupar a opinião pública (a criação do Código ocorreu, coincidentemente, no mesmo momento em que o senador Joseph McCarthy iniciava sua "caça aos comunistas" no congresso americano) . O livro "Sedução dos Inocentes" de Fredric Werthman, quase levou a indústria de HQs à falência. Em pouco tempo, as editoras tentaram se adequar, para o bem ou para o mal, às normas do selo do Código de Ética. Infelizmente, a criação do Código quase freou o crescimento de uma obscura e adorada editora de Quadrinhos, a EC Comics, famosa pelos seus títulos de terror e bizarro. Em 1950, suas histórias macabras eram as mais consumidas nos Estados Unidos. Até vir o tal do Fredric pra enfiar o pé na jaca...
5) A Era de Prata, dizem, ressuscitou as HQs com a publicação da revista Showcase #4, da DC, (já com o selo da Comics Code Authority). Os grandes heróis seriam então reinventados, começando pelo Flash, sob a tutela de Julius Schwartz. As histórias estavam mais sérias, assim como as ilustrações, e o cuidado com os parâmetros apontados pelo Código eram evidentes. A recepção do público foi tão boa, que logo Lanterna Verde, Liga da Justiça e Homem-Átomo também teriam os seus títulos renovados. O sucesso da DC foi o mesmo na Marvel Comics, que agora tinha também seu super-grupo: o Quarteto Fantástico. Stan Lee, com suas novas criações, apresentava algo diferente: os heróis eram mais humanos, semi-deuses que possuiam falhas e defeitos realísticos. O super-herói poderia ser também um "homem comum". Problemas raciais, abusos de droga e desilusões políticas eram assuntos agora presentes também no mundo ficcional dos Quadrinhos. A criação de um dos mais queridos heróis de todos os tempos, o Homem-Aranha, foi prova dessa revolução que Lee queria aplicar nas HQs. Após sua primeira aparição em 1962, na Amazing Fantasy #15, o Aranha se transformou em um verdadeiro ícone da editora Marvel. 7) Fato curioso: ao final da década de 1950, a Marvel ficou sem uma distribuidora. Entre 1957 e 1968, títulos da Marvel foram vendidos pela Independente News Co. Acontece que, o dono da INC era... Quem diria?! A própria editora DC. Pois é. Por um longo tempo, a Marvel só foi permitida a lançar 8 títulos por mês, obrigando grandes heróis, como Homem de Ferro e Capitão América a dividir revistas. Bizarro!!!

8) A Era de Bronze parece englobar os anos entre 1963 e 1985. Neste período, novos títulos e novas revoluções: os X-Men eram reformulados e relançados. Poucos sabem disso, mas não foi Chris Claremont o maior responsável por esta reformulação, mas um homem chamado Len Wein. E se de um lado tinhamos os mutantes/pupilos do Professor Xavier, do outro teriamos "Os Novos Titãs". A arte de George Pérez acelerou o sucesso do novo título da DC, superando as publicações da Marvel e dos próprios X-Men.

